Rod. Papa João Paulo II 4143
Serra Verde BH - MG
CEP: 31630-902
Ed. Minas - 8º andar
Tel 31 3916-9080
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Por Caroliny Procopio Lima*

É fato incontestável que as transformações tecnológicas ocorridas nas últimas décadas alteraram profundamente as formas de produção, circulação e consumo de livros. Em meio à expansão das plataformas digitais, à mudança dos hábitos de leitura e às sucessivas crises econômicas que impactaram o setor cultural, o mercado editorial brasileiro passou a enfrentar desafios relacionados não apenas à comercialização de obras, mas também à própria formação de leitores. Nesse contexto, iniciativas públicas de democratização do acesso ao livro ganham cada vez mais relevância. Entre elas, destaca-se o MEC Livros, projeto associado à ampliação do acesso digital a materiais educacionais e bibliográficos, cuja importância ultrapassa o campo pedagógico e alcança diretamente a sustentabilidade do mercado editorial nacional.
Por Luiz Carlos Fernandes*

Embora seja um fenômeno capaz de revelar pistas sobre identidade de gênero, sexualidade, posicionamento político, regionalidade e classe social, a moda curiosamente não é questionada na mesma proporção em que influencia nossa identidade e como somos vistos em sociedade.
Por Laura Costa Machado*

Em um mundo cercado pela rapidez de informação e pela dispersão da atenção, falar sobre hábitos de leitura pode parecer ultrapassado. No entanto, a leitura continua sendo uma das práticas mais importantes para a formação crítica, cognitiva e social dos indivíduos. Ainda assim, transformar a leitura em um hábito regular e estabelecer metas concretas permanece um desafio para grande parte da população. Como aponta o estudo “Retratos da Leitura no Brasil 2024”, realizado pelo Instituto Pró-Livro (IPL, 2024 apud ADUFC, 2025), cerca de 47% dos brasileiros se declaram leitores, mas a média de livros lidos por ano ainda é baixa e marcada por desigualdades de acesso de interesse. Além disso, o estudo evidencia que muitos leitores têm dificuldade em manter a constância da prática, o que reforça que o desafio não está apenas no acesso ao livro, mas na construção do hábito ao longo do tempo.
Por Antônio de Andrade* e Gislaine Moreira de Souza**

Foto: Luiz Silveira/STF
Ao acompanhar o noticiário, frequentemente nos deparamos com manchetes que chamam atenção para decisões do Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de decisões políticas, em geral ligadas a pautas morais de grande sensibilidade ou controvérsia para a opinião pública. Com isso, nas discussões sobre as tensões entre direito e política, tornou-se comum falar em “ativismo judicial” e “judicialização da política”, sendo esta última expressão empregada para fazer referência a processos e pautas cuja decisão final acaba ficando a cargo do STF.
Por Caroliny Procopio Lima*

Ao longo das últimas décadas, o debate sobre o financiamento da cultura no Brasil tem ganhado centralidade tanto nas políticas públicas quanto nas discussões do próprio setor cultural. Em um país de dimensões continentais, marcado por desigualdades regionais e por um histórico de instabilidade orçamentária na área cultural, os mecanismos de incentivo fiscal passaram a ocupar um papel estratégico na viabilização de projetos artísticos e culturais e, nesse contexto, embora diferentes segmentos disputem espaço e recursos, observa-se que o campo do livro e das editoras – apesar de sua relevância formativa, educacional e até mesmo simbólica – não tem recebido participação proporcional nos valores captados por meio das leis de incentivo, em razão de a grande parte ir para as áreas de música (Aragão, 2026), o que suscita questionamentos sobre as razões estruturais e institucionais dessa distribuição no mercado.